Eu percebi que estava em perigo no momento mais banal possível.
Não foi quando Camila sorriu para mim no jardim. Nem quando ela aceitou o café que eu levei. Nem quando riu daquele meu comentário sem graça. Foi quando ela se levantou da cadeira com Vicente nos braços e caminhou alguns passos à frente, o vestido leve acompanhando o movimento do corpo de um jeito simples demais para ser provocação e, ainda assim, completamente desarmante.
Ali.
Foi ali que eu soube.
Eu a queria.
Não como ideia. Não