CAMILA
A primeira noite no hospital não parecia noite de verdade.
O tempo ali não obedecia às mesmas regras. As luzes nunca se apagavam completamente, apenas diminuíam de intensidade, criando sombras suaves nas paredes claras. Havia sempre algum som ao fundo: o bip distante de um monitor, o ranger leve de um carrinho sendo empurrado no corredor, passos cuidadosos que nunca pareciam pertencer a alguém com pressa.
Meu corpo estava cansado de um jeito que eu nunca tinha experimentado antes. Não er