O ar no escritório ainda vibrava com a intensidade do beijo quando a porta se abriu. Archer e Charlotte se afastaram em choque, os corações disparados, como dois adolescentes pegos em flagrante.
Anya entrou no escritório, equilibrando uma bandeja de prata com uma xícara fumegante. Ela manteve o rosto impassível, fingindo não ter percebido a cena íntima entre a babá e o patrão, mas seus olhos verdes faiscaram por um breve milésimo de segundo.
"Como você não se sentou para tomar café, Archer, achei que precisava de uma xícara forte de café para lidar com o trabalho", disse Anya, com uma voz falsamente solícita.
Charlotte levantou-se do sofá às pressas, ajeitando a roupa com as mãos trêmulas. O pânico subiu por sua garganta; ela não queria que Anya interpretasse aquilo errado, embora soubesse que não havia muito o que interpretar — o clima de vulnerabilidade e desejo era óbvio.
Archer, recompondo sua máscara de seriedade, mal olhou para a bandeja.
"Eu não quero o café agora, Anya. Pode l