Aurora estava cansada.
Mas era um cansaço diferente daquele que a acompanhara durante os últimos três anos.
Não era o cansaço de esperar.
Não era o cansaço de se decepcionar.
Nem o de fingir que estava tudo bem quando, na verdade, estava se partindo aos poucos.
Era o cansaço de quem estava construindo alguma coisa.
E, pela primeira vez em muito tempo, aquilo a fazia sorrir.
Ela afastou uma mecha de cabelo do rosto e observou o interior da futura floricultura.
As paredes recém-pintadas refletiam