O céu amanhecera coberto por nuvens densas.
Não chovia.
Mas o vento carregava aquele silêncio pesado que antecede as tempestades.
Dante dirigia sem destino aparente para qualquer pessoa que o observasse.
Para ele, porém, o caminho era automático.
Todos os anos, no mesmo dia.
Sem exceção.
O carro atravessou os portões de ferro do cemitério da família Castelli.
Ele desligou o motor e permaneceu alguns instantes imóvel.
Respirando.
Como se precisasse reunir forças antes de enfrentar aquele lugar.