Nyla caminhou em direção à chuva.
Em segundos estava encharcada.
O vestido colava ao corpo, o salto alto afundava entre as pedras. Ela tirou os sapatos e os deixou para trás. Então se ajoelhou — o baque surdo dos joelhos contra a pedra molhada.
E começou a subir.
No terraço do segundo andar, Flávio saboreava uma taça de champanhe, observando a cena lá embaixo com o tipo de prazer que não precisa ser disfarçado.
A cada degrau, Nyla se curvava. A pedra irregular era áspera e sem piedade — arranha