AZRAEL
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Acordei com o corpo trêmulo. O ódio ainda pulsava dentro de mim como brasas vivas espalhadas pelo peito. Minha respiração estava entrecortada, e meu coração batia tão forte que eu podia ouvi-lo ecoar no quarto silencioso.
Levei alguns segundos para entender onde estava. O quarto. O colchão revirado. As paredes fechando-se ao meu redor.
A imagem ainda queimava em minha mente.
Ayla.
Aquele homem.
Tocando-a.
Possuindo-a.
O asco e a revolta me tomaram por completo, e antes que eu pudesse