AYLA
.
.
O silêncio veio de repente, como se o mundo tivesse prendido a respiração. O som do mar se calou, os estalos da madeira do barco desapareceram, e até mesmo o vento, que minutos antes assobiava entre as frestas da cabine, sumiu sem aviso.
Caio se afastou, com os olhos arregalados presos à cama que, até instantes atrás, havia se movido sozinha.
Eu me sentei devagar, puxando o vestido de volta para o lugar, o coração martelando tão forte que me senti tonta.
— O que foi isso?
A voz dele