AZRAEL
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O silêncio da madrugada parecia zombar de mim. Depois daquele sonho horroroso, eu fiquei ali, no escuro, sozinho com meus pensamentos, ou melhor, com a bagunça que eles se tornaram.
Fechei os olhos, mas era inútil. A imagem daquela cabine, daquele homem dormindo tão despreocupadamente no chão enquanto Ayla repousava na cama, não saía da minha cabeça.
"Quem diabos ele pensa que é?"
Pensei pela milésima vez. E pior, por que isso me importava tanto? Era como se algo primal dentro de