AYLA
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Eu saí do banheiro com o rosto molhado e vermelho, consequência de um choro que parecia ter esgotado todas as forças que ainda restavam em mim. As lágrimas secaram, mas a dor ainda queimava em algum lugar profundo. Quando abri a porta, vi Caio ali parado, encostado na parede ao lado. Ele me olhou, preocupado, mas não disse nada de imediato.
Baixei a cabeça, incapaz de sustentar o olhar dele. Parecia que eu estava carregando todo o peso da vergonha do mundo.
— Está precisando de algo?