Os dias passaram, e o silêncio de Laila se tornou ensurdecedor. Eu sabia que a havia magoado. Não era difícil perceber. A intensidade dela era fogo, mas também era frágil, como vidro prestes a se quebrar.
E, naquela noite, eu fui a pedra que causou a fissura. Ela deixou de aparecer, e a ausência dela era como um eco estranho na minha rotina. Não que eu sentisse falta dela, mas o vazio deixado por sua presença barulhenta me fazia pensar.
Naquela tarde, enquanto terminava de organizar alguns coi