AZRAEL
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Eu sentei na calçada, com as costas encostadas contra a parede fria de concreto, os braços envolvendo meus joelhos, e o olhar perdido nas sombras que se estendiam ao meu redor.
Eu estava exausto, como se cada célula do meu corpo carregasse um peso que eu não conseguia entender, e o vazio em meu peito era uma ferida latente, pulsando como um segundo coração.
O céu parecia indiferente ao meu tormento, e as pessoas passavam por mim como se eu fosse apenas mais uma pedra na calçad