AYLA
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Quando os lábios de Azrael tocaram os meus novamente, era como se o tempo se curvasse. Tudo ao meu redor desapareceu , a luz fraca do quarto, o som do meu coração descompassado, a respiração ofegante que escapava de mim sem controle. Era só ele. Só nós.
Seu corpo estava sobre o meu, mas não havia medo. Havia calor. Um calor antigo, como se eu já o conhecesse há séculos. As mãos dele percorriam minha pele com reverência, como se eu fosse algo sagrado… e ainda assim, tão intensamente des