Duncan caminhava em silêncio, o corpo pesado sob o esforço duplo. Nos braços, Melody — ainda rígida, ainda em choque — apertava contra o peito a pequena Rose, aninhada como um filhote em sono profundo.
A menina dormia com as mãos fechadas, mas de tempos em tempos agitava os dedinhos no ar, como se brincasse com alguma memória interna. Era o truque favorito dela. As mãozinhas. Sempre as mãozinhas.
— Sim... aí estão — murmurou Duncan, quase por hábito, sem emoção na voz. — As mãozinhas da Rose.
M