A casa estava quieta. Não o silêncio do medo — mas aquele outro, mais raro: o do fim de um dia que deu certo.
Rose dormia. Ida recolhia os últimos talheres. Duncan estava na varanda e Melody secava a louça com um gesto automático, como se ainda quisesse prolongar o instante em que tudo parecia simples. O pano úmido deslizava sobre os pratos como um feitiço bobo contra o fim da noite. O calor da cozinha ainda pairava no ar, misturado ao cheiro do bolo e da carne bem temperada. A toalha da mesa