Duncan passou a escova mais uma vez pelo flanco do animal, o braço trabalhando num ritmo mecânico, quase ritual. O cheiro de feno úmido, couro e suor ajudava a empurrar o mundo pra longe.
Mas o grito que a jovem soltou quando Ida recolocou o ombro no lugar ainda o perseguia.
Agudo. Cortante. Feminino.
Ele odiava gritos de dor femininos.
Mais do que os sons, odiava o que eles despertavam.
Aquele som trazia lembranças. Não nítidas, mas claras o suficiente. Vozes abafadas por madeira grossa.
Uma m