203. UMA MULHER POBRE
NARRADORA
— Filho, vai com o vovô ali na frente, a mamãe já volta.
A mulher disse ao menino, ajudando-o a se levantar e limpando as lágrimas com as mãos sujas, forçando um sorriso falso para acalmá-lo — um sorriso que, na verdade, partia o coração.
Por manter seu filhote vivo, ela faria qualquer coisa.
Por um pedaço de pão duro e um pouco de água para sobreviver, deitaria com aquele nojento desprezível.
— Não, não quero, não mamãe, aquela mulher foi embora e nunca voltou! — o filhote começou a