A mão de Mauro estava encostada no cilindro.
Meu primeiro impulso foi negar. O corpo faz isso quando a cabeça não aguenta. Por um segundo ridículo, pensei que talvez fosse ângulo de câmera, reflexo no vidro, truque de transmissão. Mas não. Os dedos dele estavam ali, firmes sobre a superfície metálica do suporte refrigerado, e o rosto dele tinha uma expressão que eu nunca tinha visto.
Não era desejo. Não era vitória. Era reconhecimento.
— Ele tocou — Larissa sussurrou.
Ninguém respondeu. Até Jer