Desci do cavalo antes que meu pensamento terminasse de formar a palavra.
Prata.
A terra diante das pedras negras parecia comum para qualquer outro homem: escura, úmida, remexida pela chuva recente. Mas meu lobo reconheceu o que meus olhos ainda recusavam. Havia uma memória enterrada ali. Uma ferida que o barro tentara engolir. Um resto de noite que ninguém conseguira apagar por completo.
Ajoelhei-me.
Não por ordem de Selene desta vez.
Por colapso.
Passei os dedos pela terra, afastando a lama co