Darius acordou com o gosto de Selene na boca e a certeza de que o sonho tinha deixado marcas onde nenhuma lâmina alcançaria.
O quarto estava escuro.
A lareira respirava brasas baixas. A janela aberta deixava entrar o frio da madrugada, mas o corpo dele ardia como se tivesse atravessado uma guerra inteira sob o sol. O lençol estava torcido ao redor de seus quadris. Sua pele tinha suor. Seu peito subia e descia em golpes duros. A mão direita permanecia fechada no travesseiro, os dedos enterrad