Nara
A sala de guarda tinha o charme de uma cela com autoestima.
Pedra fria. Uma mesa torta. Duas cadeiras duras. Um armário de armas fechado com três trancas e cheiro de óleo velho. A única janela era alta demais para alcançar sem quebrar uma perna, e a porta, infelizmente, continuava sólida depois de vinte minutos de socos, chutes e insultos criativos.
Nara sabia porque testara todos.
Duas vezes.
Na terceira, o punho dela doeu mais do que a porta, e isso a ofendeu pessoalmente.
— Covarde de