Irina Petrova.
O rugido do motor ecoava nos meus ouvidos. O carro deslisava pela estrada sinuosa, e eu sentia cada solavanco, cada vibração no asfalto irregular. Minhas mãos estavam amarradas com tiras de couro, os meus pulsos latejando com o aperto das cordas. Eu puxava, me remexia, mas era inútil. O couro mordia minha pele, marcando-me como se já pertencesse a eles.
Ao meu lado, Nikolai segurava o volante com força, os olhos dele estavam fixos na estrada. O vento uivava contra os vidro