EDWARD PORTMAN
O vestido de seda verde descia sobre o seu corpo como se tivesse sido desenhado para ser um segredo entre o tecido e a minha imaginação. Abraçava cada curva, cada contorno, cada linha que as últimas semanas haviam desenhado nela — e ali, na altura do seu ventre, o tecido se esticava suavemente sobre a barriga de alguns singelos meses que a ruiva tentava esconder com a mão antes de perceber que fazia isso, e então baixou os dedos como se tivesse sido flagrada.
Os cabelos soltos em