Mundo de ficçãoIniciar sessãoAnthony Beckham foi um homem que fez escolhas muito erradas nas quais quase custaram sua própria vida mas ainda assim, Marcelly se sentia muito atraída por ele. Por causa do seu passado, Marcelly vê em Anthony uma paixão sem futuro, e a medida que tenta se proteger, acaba caindo nas armadilhas do amor. .
Ler maisLiam
Alguns anos atrás...
Não consigo sair do quarto, meu pai nos trancou como das últimas vezes, só escuto a minha mãe gritando pedindo para ele parar. Olho para meus irmãos, que estão chorando assustados. Eu tento acalmar a Celina e o Natan segura a Iara nos braços que fica chorando baixinho com David.
— Liam, ele vai machucar a mamãe, você precisa fazer alguma coisa. — O Natan diz, e ele tem razão. Nosso pai tem ficado muito agressivo, não só com a mamãe, mas comigo também, ele me vê como um saco de pancadas para descarregar as suas frustrações.
— Eu vou sair pela janela, feche e não deixe as meninas e nem o David sozinho, vou tentar entra para ajudar a mamãe!
Mesmo com medo eu saí pela janela e fui pelo canteiro da janela do nosso quarto, eu não gosto de altura mais não posso deixar a minha mãe sofrendo, chego até a janela do quarto deles, e ele estar agredindo a minha mãe, ele está a violando, ele segura no pescoço da minha mãe, eu não aguento entro com tudo fazendo barulho ele fica assustado ao me ver aproveito para chutar em sua costa o fazendo cair longe da minha mãe. Pego o lençol e cubro a minha mãe.
— Você não pode fazer isso com ela!— e única coisa que falo e pela primeira vez vou com tudo para cima dele o batendo. Jogando para fora toda raiva que estou sentindo, por tudo que ele tem feito a nós. Ele me acertar um soco que não consigo respirar, tento me manter firma para respirar, mais dói acabo desmaiando pela dor que estava sentindo em minhas costelas, tento levantar para ajudar a minha mãe, porém eu não consigo acabo sendo engolido pela escuridão.
Quando acordei eu estava no hospital com a minha mãe, ainda doía muito ao respirar. Vejo os olhos da minha mãe preocupada por eu estar assim. Eu sempre vou proteger e se fosse preciso eu o mataria. Mas não vou mais suportar tudo que ele tem feito, ele é um monstro, psicopata, um ser nojento que só merece a morte.
— Filho, que bom que acordou, já estava ficando preocupada.
— Eu estou bem mãe, e a senhora? Ele estava machucando a senhora. — falo com pesar, só em lembrar da forma que ele estava tratando, ele destruiu o brilho dela, só vejo tristeza em seus olhos.
— Eu vou ficar bem meu menino! Eu só estava com medo de te perder!— ela diz me abraçando.
— Eu vou ficar bem mãe, eu não vou deixar que ele te machucasse de novo!— falo para consolar.
— Eu sei meu menino, por isso agradeço a Deus por ter você e seus irmãos! — quando ela fala nos meus irmãos b**e um desespero ao lembrar que os deixei no quarto presos.
— Mãe, com quem eles ficaram? Não podemos deixar os meus irmãos com ele.
— Não se preocupe, Liam! Eles ficaram com a vizinha. E pelo desespero dele em ver você desacordado, não voltará nunca mais. — Ela diz e por um momento cinto até mais aliviado por não termos que olhar em sua cara outra vez.
— Eu espero mãe, eu não quero ele perto da senhora ou dos meus irmãos outra vez. Se ele morresse era bem melhor!
— Filho não fala assim. Não encha o seu coração de mágoa ou raiva. Isso não faz bem.
— Mãe não faz bem, é ele agir assim, nos vimos ele com outra mulher, e ainda vem nos culpar, vem agredindo a senhora, e eu ainda tenho que fingir que isso não aconteceu?— confesso toda raiva que estou sentindo.
— Não falei isso filho, só é complicado, um dia você vai entender.
— Ele é louco. Eu não quero ser que nem ele. Eu nunca vou me casar, eu te prometo mãe. Vou lutar para proteger a senhora e meus irmãos, e dar uma vida boa, bem longe desse louco, e nunca mais vamos sofrer outra vez. Eu te prometo mãe!— falo e minha chora me abraçando.
— Obrigada filho!
Após esse dia, tive que dizer ao médico que foi uma briga de rua, minha mãe pediu, assim não teríamos problemas com ele, que poderia voltar e se vingar quando soubesse que a polícia estaria o procurando.
Sai do hospital e teve que ficar de cama por três dias, ainda estava dolorido.
Mais eu tinha um foco, precisava dar um rumo na minha vida, já ia completar meus 17 anos. Eu teria que tomar a frente da família, com ele indo embora, precisava arrumar um trabalho para ajudar em casa e não deixar faltar nada para meus irmãos.
Após a minha recuperação, comecei a procurar emprego, o Natan ainda vai demorar para ajudar ele só tem 13 anos, por mais que tenha uma cabeça feita para o que quer fazer da vida, e nesse requisito pensamos iguais, o melhor para nossa família, mas ele pode ficar com a nossa mãe, David e as meninas.
Durante três semanas não tivermos notícias do nosso pai, e estava bem tranquilo até receber a visita de um oficial de justiça, no começo não compreendi, até pegar o ofício e ler.
Ali estava informando que nosso pai vendeu a nossa casa, e tínhamos pouco tempo para saímos da casa. Até tentamos saber o que poderia fazer para esse despejo não ir adiante.
Meus pais não eram casados, mas tinha o convívio. Mesmo sem dinheiro fui em busca de um advogado, precisava ver a possibilidade de invalidar o documento. Passei a tarde toda para poder ser atendido por um advogado.
No começo ele estranhou.
Explique tudo e entreguei o documento.
Ele me fez algumas perguntas, e respondia as que eu sabia.
Ele disse que poderia pedir anulação do documento e precisava entrar logo, porém eu precisava pagar um valor. Esse valor era muito alto. Contei a situação da minha mãe, e expliquei que estava a procura de um emprego.
Eu estava decidido e ficaria a frente da família e por mais que ainda tenho 16 anos eu teria que amadurecer, e quem sabe depois virar adulto. Ele me fez uma proposta, como estava no último ano do ensino médio, ele me propôs um estágio em seu escritório para pagar pelo valor da entrada da ação. De cara aceitei. Durante o período da manhã vou para escola, e após o almoço viria para escritório.
Estava empolgado. No outro dia teria que voltar com a minha mãe para ela assinar e entregar alguns documentos que seriam necessários.
Ele não iria se livrar fácil assim. Por mais que eu não quisesse nada dele, ainda teriam os meus irmãos. Natan com 13 anos, Celina com 10 anos, David com 5 anos e a Iara, nossa caçulinha com 11 meses. Eles precisavam pelo menos de um teto. Eu ficaria no escritório e dali em diante seguia em buscar de uma profissão.
Durante a semana da solicitação, o Dr. Henrique já tinha feito a solicitação da invalidação da venda da casa, o que deixou minha mãe mais tranquila. Eu gostava de como o Dr. Henrique falava, até mesmo tinha paciência de me explicar algumas coisas. Foi aí que ele me perguntou o que eu queria fazer no futuro não tão distante. Não sabia ao certo, mais ser um advogado seria o começo, eu ficava fascinado pela forma que ele me explicava e até mesmo pegava os livros para ler, quem sabe ser um juiz para poder ajudar muitas famílias, essa seria uma profissão que ajudaria demais. Ele gostou do meu entusiasmo. E disse que iria me ajudar. Então até terminar o ensino médio, continuaria no estágio, e ele iria começar a me pegar pelo trabalho, e assim que finalizar o ensino médio eu iria me ajuda a entrar para faculdade, seria muito trabalho e estudo, mais tudo valeria apena. Teria uma estrutura para dar para minha família! E isso eu não podia desistir, eu seria a base dos meus irmãos, os ajudaria em tudo e até mesmo a minha mãe. Por mais que a caminhada seja turbulenta, eu iria dar o meu melhor e não iria fraquejar.
Então minha rotina ficaria de manhã na escola, com Natan, Celina, e minha mãe ficaria com David e Iara. Ela precisava do nosso apoio, eu já tinha conversado com meus irmãos, e por mais novos que eles são eles entendem do que a nossa mãe precisa. Durante a tarde eu vou para o estágio, e eles ajudam a nossa mãe com o David e Iara. E a noite eu os ajudo, para nossa mãe descansar um pouco, então eu coloco os meus irmãos para dormir. Eu não me canso, pois sei que eles fariam o mesmo por mim. Esse é o nosso foco. Ninguém vai destruir a nossa família. Muito menos ele. O senhor Paulo que infelizmente é nosso pai ou devo dizer genitor…
Anthony Beckham. Com os olhos fechados, Marcelly estremeceu com meu toque, sua pele arrepiada demonstrava o quanto ela estava entregue a mim, mas fui à beira da loucura quando ela murmurou com a voz rouca em uma súplica. — Por favor! Minha atenção desceu até suas pernas que estavam sendo apertadas de uma forma que eu sabia claramente que Marcelly estava com tesão e tocando seu peito, abaixei o bojo do sutiã e tomei um seio na minha boca, seus bicos estavam duros, envolvendo o outro seio entre meus dedos, beijei o corpo de Marcelly devagar, como se estivesse degustando cada parte e num movimento rápido a joguei para trás e surpresa ela caiu de costas com um grito. Me aproximando devagar, beijei sua boca e murmurei. — Vou te fazer implorar para ser minha. Lambi seu lábio e desci para seu pescoço, onde mordisquei a pele sensível e sussurrei. — Será seu castigo por não falar que é minha por vontade própria. Comecei a descer por entre suas coxas, causando arrepios por onde
Anthony Beckham Depois que nos casamos, eu e Marcelly não tivemos um momento de paz. Sempre havia compromissos, ensaios, ou então uma missão que ela precisava fazer, apesar de ter uma família, Marcelly não quis largar o emprego, mesmo sabendo que não depende dele para viver, mas ainda assim, me orgulho dela por saber que quer continuar vivendo independentemente, e o fato de ela também trabalhar fora, em nenhum momento nos causou transtorno com a Antonella, apesar de estarmos sempre cansados. Frequentemente, tento ajudá-la em tudo, para que ela não se sobrecarregue e por isso, estive focado em tirar dois dias de folga para nós. Sendo arrancado dos meus pensamentos, sinto meu celular vibrar em meu bolso e olhando o mostrador, vejo que é meu irmão ligando, pois eu contei a ele e a minha cunhada que ia fazer uma surpresa para Marcelly e eles se ofereceram para cuidar da minha filha para que eu e Marcelly pudéssemos aproveitar uma noite agradável. Eles inventaram a desculpa de que
A verdade é que eu não estava triste, mas ainda assim, não estava me sentindo bem com aquela notícia e talvez Anthony tenha razão, talvez eu tivesse esperança de que meu pai um dia pudesse me amar e me dar o que nunca me deu, engolindo em seco fui para o corredor quando Anthony murmura. — Amor… Eu me virei para ele, o encarei, ele se levantou e se aproximou de mim. — Ainda tenho algo a falar. Eu havia me esquecido disso, então voltei a me aproximar, dessa vez ele estava com uma expressão ansiosa em seu rosto, de imediato, vi seus olhos umedecendo até que ele falou. — Casa comigo? Ele me abraçou com muito carinho. — Eu não consigo mais parar de pensar que você ainda não é a minha senhora Beckham, apesar de ser primitivo, eu quero que você seja minha por inteiro. Eu me emocionei com suas palavras, sabia que Anthony era verdadeiro em tudo o que me dizia, sabia que ele sentia exatamente o que eu sentia, pois eu queria ser dele por inteira, e senti lágrimas molha
Marcelly Benett Apesar de não estarmos casados, Anthony pediu para que eu morasse com ele por um tempo, pois falta pouco para sua formatura, ele quer retornar para New York e exercer seu trabalho como pediatra lá mesmo e quando isso acontecer, já quer ficar num cantinho só nosso. Nossa vida junto está sendo muito bem planejada, consegui passar a minha gestação sem problema, e Antonella nasceu saudável, ela é uma bebezinha adorável e bochechuda. Minha bebê já tem 2 anos e está andando por todos os lados, e aprontando todas desde cedo, acredito que tenha puxado um pouco o lado do papai, que vive incentivando-a a explorar tudo a interação dos dois está sendo incrível. Lembro-me que um dos meus maiores medos era que Anthony me deixasse no meio da gestação ou quando tudo ficasse difícil, mas me provando o contrário, meu namorido está sendo perfeito para mim e nossa bebê. Sentada no sofá enquanto observava Antonella dormir, comecei a lembrar do dia em que entrei em trabalho de parto,





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