Luna
Eu aprendi cedo a reconhecer quando o barulho não vem de fora.
A imprensa estava lá, claro. Mensagens atravessadas, perguntas que fingiam ser gentis, convites disfarçados de preocupação. Mas nada disso era o que realmente me ocupava. O ruído verdadeiro vinha de um lugar mais silencioso, mais difícil de nomear, aquele espaço onde as pessoas começam a decidir quem você é sem pedir autorização.
E, curiosamente, eu estava calma.
Não por ingenuidade, nem por negação. Calma porque, pela primeira