Beatriz
Eu sempre acreditei que controle fosse uma questão de ritmo.
Não de força, não de exposição, não de autoridade explícita. Ritmo. Saber quando avançar, quando parar, quando parecer ausente. Por anos, isso funcionou. Funcionou tão bem que muita gente confundiu eficiência com lealdade, discrição com neutralidade.
A matéria tinha sido limpa demais.
Educada demais.
E isso me irritou.
Não porque tivesse sido publicada, isso fazia parte do cálculo, mas porque alguém tinha decidido acelerar um