— Sim, penso. Minha filha tem toda razão de se sentir ofendida. Você está faltando com respeito.
Eu desci o último degrau.
Devagar.
Sem alterar o tom.
— Abaixe a voz.
— Eu não vou abaixar a voz na sua frente—
Eu não dei espaço para ele terminar.
Em dois passos eu estava perto o suficiente para invadir o espaço pessoal dele.
Minha voz não subiu.
Mas perdeu qualquer traço de cordialidade.
— Você está na minha casa.
Silêncio.
— E aqui dentro… quem define o tom da conversa