Cuidado garota...
Gustavo
Entrei no quarto do Júlio César com passos largos. Fechei a porta atrás de mim e encarei o meu irmão, que estava recostado na poltrona, sorrindo com aquela calma irritante que sempre teve.
– Você fez de propósito, não fez? disse cruzando os braços. – Indicou para a Lívia o meu quarto!
Ele deu uma risada tranquila, como se eu estivesse exagerando.
– Relaxa, irmão. Foi só uma brincadeira. Não vi mal algum nisso. Além do mais, a moça é uma gracinha… e você anda muito rabugento ultimamente.
Meu olhar estreitou, a paciência já estava no limite.
– Você não vê o que o papai pretende com isso?
– Não. Deu de ombros com um sorriso irritante.
– Ele quer empurrar essa borralheira pra cima de mim!
– Nem tudo gira em torno de você, Gustavo. Então tenta não ser tão presunçoso. O mundo não existe só para satisfazer suas vontades.
– Você não se importa porque ele não pega no seu pé como faz comigo. Meu pai falava tão bem do Alexandre, de como controla seu império com pulsos firmes… sempre o us