A lei do retorno...
Alexandre
Marcela cruzou as pernas devagar, ajeitando a saia do vestido como quem se colocava no centro do palco. Os olhos dela, calculistas, passearam pela Jaqueline de cima a baixo, como se avaliasse cada detalhe.
– Oh minha querida, vocês deviam estar muito ocupados.
Minha mãe me lançou um olhar sugestivo e abriu um sorriso insinuativo se divertindo ao me provocar. Senti a mão delicada da Jaqueline envolver a minha. O gesto fez eu desviar o olhar para ela. Seus olhos castanhos me pediam calma.
– Fica calmo, Alexandre. Não ceda às provocações. Jaqueline me disse em voz baixa.
– Vejam só… além de bonita, também sabe ser diplomática. Uma qualidade rara.
– Marcela, isso não é uma reunião social. Você veio até aqui sem ser chamada, entrou sem permissão, e ainda acha graça em constranger a Jaqueline.
– Eu estou bem, amor. Jaqueline sussurrou. – Não quero que essa noite seja lembrada por uma briga.
– Hm… a devoção de vocês é quase poética. Mas confesso que não esperava ver meu filho tão