— Você chegou... — murmurou, com a voz rouca de sono.
Caleb
O relógio da parede marcava quase quatro da manhã, e eu ainda estava sentado naquela poltrona dura da sala de espera do hospital. A cabeça latejava, o corpo pesava, e a alma parecia ter envelhecido uns dez anos num único dia. Eu não lembrava qual foi a última vez que tinha comido direito — o café frio e o sanduíche murcho da cantina ainda estavam atravessados no estômago.
O médico já tinha vindo conversar comigo e com a minha mãe. Disse que meu pai estava estável, fora de perigo, mas aind