Clarissa
Eu sempre soube que, pra sobreviver nesse mundo, eu precisaria jogar sujo. Ninguém nunca me deu nada de graça. Enquanto algumas mulheres nasciam em berço de ouro, outras carregavam sobrenomes pesados, ou ainda tinham a sorte de cair nas graças de algum milionário por acaso, eu precisei aprender a morder cada pedaço do que queria. E, sim, às vezes, morder significava arrancar com sangue.
Agora, sentada diante do espelho, olhando minha própria imagem refletida com aquela mistura de expec