Pamela
A casa estava silenciosa demais.
Um silêncio pesado, sufocante, que parecia apertar meu peito a cada segundo que passava. Eu estava sentada no sofá, abraçando um travesseiro como se fosse um dos meus filhos. Minhas mãos tremiam sem parar. O celular não saía da minha mão nem por um segundo.
Nenhuma ligação.
Nada.
A polícia já tinha sido chamada. Dois agentes estavam ali, sentados à nossa frente, fazendo anotações, observando cada detalhe, como se alguma coisa naquela sala pudesse explica