Caleb
Saímos do prédio já tarde, depois de um dia cheio. O ar noturno de São Paulo estava carregado de buzinas e cheiros misturados: gasolina, fumaça e aquele aroma distante de comida de rua. Eu precisava disso — um pouco de distração. Renato insistiu para irmos beber em um bar que ele conhecia perto do Itaim.
— Vamos comemorar o meu retorno, Caleb. — Ele sorriu, ajeitando o paletó antes de entrar no carro. — E você vai me contar tudo que perdi enquanto estive fora.
Concordei. Era o mínimo. Ele