Ele é rico, muito rico...
Já tinha passado um mês inteiro. Um mês calmo. Daqueles que dão até medo de elogiar.
A rotina estava funcionando. As crianças bem, dormindo melhor, rindo mais. Eu e o Caleb trabalhando, voltando para casa no mesmo horário sempre que dava, jantando juntos, reclamando de cansaço como qualquer casal normal. Sem gritos, sem sustos, sem surpresas.
E, principalmente, sem paranoia.
Eu realmente tinha parado de pensar no Daniel como ameaça.
No começo, confesso, eu analisava tudo. O jeito que ele falava, o jeito que olhava, o silêncio dele. Mas com o tempo… nada. Absolutamente nada fora do lugar. Ele era educado, eficiente, discreto. Trabalhava bem, entregava resultado, não se metia onde não era chamado.
Comecei a pensar que meu medo era só isso: medo.
Medo do desconhecido. Medo de perder o controle. Medo de mexer em feridas antigas demais.
A vida seguiu.
Vitória estava feliz com os netos. Bernardo mais tranquilo. Valentina tinha se afastado um pouco, mas achei que fosse o tempo dela digerir t