Chama a policia

Daniel

Eu bati na porta deles sem pensar duas vezes. Na verdade, eu nem lembro direito do caminho até ali. Só lembro do peso no peito, da cabeça girando, das mãos tremendo. Cada passo parecia me puxar para um buraco mais fundo. Quando a porta se abriu e eu vi a Pamela, tudo desabou.

Eu caí de joelhos.

Literalmente.

Minhas pernas não aguentaram mais sustentar o que eu estava carregando por dentro.

— Daniel? — ela perguntou, assustada, dando um passo para trás.

Eu abaixei a cabeça e comecei a chorar. Não aquele choro contido, discreto. Era feio, desesperado, barulhento. Um choro de quem perdeu o controle de tudo.

— Foi culpa minha… — eu disse, entre soluços. — Tudo isso… foi culpa minha.

Pamela ficou parada, sem entender. Eu vi o rosto dela mudar. Confusão, medo, incredulidade.

— Do que você está falando? — ela perguntou, a voz falhando.

Eu tentei falar de novo, mas as palavras travaram. Meu corpo inteiro tremia. Minha cabeça parecia que ia explodir. Eu só conseguia pensar nas crianças.
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