— Bom dia — ela sussurrou, e a voz dela era um convite perigoso.
CalebA luz da manhã entrava pela cortina, fina e dourada, desenhando faixas no chão e no corpo dela. A mansão tava calma, o som longe — só o tique-taque discreto do relógio e o respirar dela ao meu lado. O colchão ainda guardava o calor dos nossos corpos, o lençol desarrumado com a marca do nosso abraço de madrugada. Cheiro de sabonete dela, um toque de café que ficou no ar, e o quarto com aquela temperatura perfeita, nem frio nem calor.
Ela dormia com a mão no meu peito, o cabelo solto cobrind