O telefone pesa na minha mão. É um objeto pequeno, leve, mas carrega o peso de um mundo que deixei para trás. Ainda me choca que ele me pertença. Que eu possa tocar uma tela e atravessar países sem pedir permissão a ninguém.
Demoro minutos até que a coragem de ligar se materialize. Quando finalmente pressiono o nome do meu irmão, o sangue lateja na base do meu pescoço, atravessando uma fronteira invisível.
A ligação chama duas vezes.
— Anya?
A voz dele me atinge como um impacto físico. É a Rúss