capitulo49

No penhasco, o vento cortante a fazia tremer. Seu vestido preto, sujo e amassado, não protegia do frio. Lágrimas escorriam, seus cabelos vermelhos bagunçados pelo vento sombrio. Lucy olhou o livro rasgado, as folhas espalhadas ao chão, a agonia tomando seu peito. Queria fazer algo, mas estava presa. Pensou em Cedric, no seu sorriso, nos lábios dele nos seus. Fora ela quem o afastara. Seria culpada por sua morte. Odiava-se. Queria estar lá, morrendo com todos, pois a culpa era dela. Viveria para ver todos morrerem, sabendo que fora ela, e ninguém mais, quem tirara a vida de quem amava.

Um uivo cortou o ar, como um animal ferido. Lucy temeu pelo bicho. Seria sua culpa também? O som diminuiu, e ela pensou que o animal morrera. Então, algo se aproximou. Um lobo, o mesmo do Prólogo, encarava-a com olhos negros. Lucy sentiu alívio. Não temia o lobo. Até sentiu gratidão, achando que ele a mataria, tirando a agonia de seu peito.

— Me mate — implorou Lucy. — Por favor!

O lobo abaixou a cabe
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