(Horas antes do baile “Queimem as Bruxas”)
Lucy estava diante do espelho, o vestido preto pronto, o coração disparado. O aroma de jasmim pairava, como se Cassandra a observasse.
— Nem sei se vou conseguir — confessou Lucy, a voz tremendo.
— Lucy, querida, você é uma bruxa agora. Pode tudo — disse Cassandra, num tom calmo e doce, quase maternal.
— Como posso ter certeza? — perguntou Lucy, insegura.
— Você me prometeu — respondeu Cassandra, os olhos verdes brilhando.
— Vou lá e vou enfrentar eles — disse Lucy, determinada, cerrando os punhos.
— Sim, mostre que um Sales não abaixa a cabeça — incentivou Cassandra.
— Mas não vou lançar maldição nenhuma — afirmou Lucy, firme.
— Eu sei — disse Cassandra, com um leve sorriso.
— Cassandra, por que a “maldição da meia-noite” não sai da minha cabeça? — perguntou Lucy, franzindo a testa.
— Ela quer ser usada — respondeu Cassandra. — Foi feita há tanto tempo, mas nunca foi usada.
— Não vou usar — declarou Lucy, decidida.
— Acredito em