Capítulo 53

Pablo .

Eu tava puto. Não era nem puto… era à beira de explodir a porra toda.

Melinda me deixa nesse estado. Ela dá um jeito de pegar minha cabeça, amassar igual papel e jogar no lixo.

Quando cheguei na biqueira, Tales veio com gracinha:

– Tá puto é? – ele perguntou.

– Vai te fuder. Não devo satisfação da minha vida pra ninguém – joguei a mochila no quarto.

Mas aquele desgraçado não sabe calar a boca.

– A patroa te mandou embora foi, paixão? – ele disse, metendo a mão no meu rosto.

– Sai pra lá, baitola – comecei a bolar um baseado.

– Tu vai mesmo deixar a mina sozinha? Ela perdeu a memória, porra.

– Não tô tendo paciência pra esses bagulhos.

– Tu não tem paciência pra nada. – Tales riu. – Vou pra casa. Minha mulher disse que vai dormir com a Mel esses dias.

– MEL?!

– Melinda.

– Quem te autorizou chamar ela assim, idiota?

– Ela mesma, né. Problema é teu.

Revirei os olhos.

Se eu ficasse mais dois minutos ali, eu metia bala em alguém.

No banho, tentei esquecer. Mas bastou fechar os olho
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