Pablo .
Eu tava puto. Não era nem puto… era à beira de explodir a porra toda.
Melinda me deixa nesse estado. Ela dá um jeito de pegar minha cabeça, amassar igual papel e jogar no lixo.
Quando cheguei na biqueira, Tales veio com gracinha:
– Tá puto é? – ele perguntou.
– Vai te fuder. Não devo satisfação da minha vida pra ninguém – joguei a mochila no quarto.
Mas aquele desgraçado não sabe calar a boca.
– A patroa te mandou embora foi, paixão? – ele disse, metendo a mão no meu rosto.
– Sai pra lá, baitola – comecei a bolar um baseado.
– Tu vai mesmo deixar a mina sozinha? Ela perdeu a memória, porra.
– Não tô tendo paciência pra esses bagulhos.
– Tu não tem paciência pra nada. – Tales riu. – Vou pra casa. Minha mulher disse que vai dormir com a Mel esses dias.
– MEL?!
– Melinda.
– Quem te autorizou chamar ela assim, idiota?
– Ela mesma, né. Problema é teu.
Revirei os olhos.
Se eu ficasse mais dois minutos ali, eu metia bala em alguém.
No banho, tentei esquecer. Mas bastou fechar os olho