Desnorteada, Tábata correu. Seus pés mal tocavam o chão, o vestido dourado flamejando como um raio de sol em fuga. O salão de festas, com suas luzes brilhantes e risadas ecoantes, passou como um borrão. Pessoas uniformizadas tentaram interceptá-la, vozes se levantaram em questionamentos e alertas, mas ela não ouviu. Não podia ouvir. As palavras de Simone ecoavam em sua mente, cortantes como facas, dilacerando tudo o que sabia sobre si mesma.
“Não tem uma gota do sangue da mulher que chama de mã