Uma semana depois, num domingo de céu nublado e silêncio espesso, o apartamento parecia suspenso no tempo. No andar de cima, Alerrandro estava em seu escritório, como de costume. A mesa coberta de papéis brancos.
Ele bufou, impaciente, enquanto organizava documentos. Separava um por um, enquanto se embolava com aquele monte de papéis quase iguais.
— Cadê a Milena?... — murmurou, irritado, sem tirar os olhos da papelada. — Quase uma semana de trabalho e ela ainda não sabe fazer as coisas direito.
No mesmo momento, a porta rangeu levemente. Milena entrou, os cabelos soltos e um pouco desalinhados.
— Boa noite, Alerrandro...
— Boa noite?
— Precisa de ajuda? — perguntou ela, parando na porta.
— Lógico! — respondeu ele, levantando-se da cadeira com brusquidão. — Eu disse que você era minha secretária, não disse? Onde estava? Ah, esquece... Pega esses papéis e j**a no lixo.
— Claro!
Ela se aproximou e pegou os documentos. Um deles, mais antigo, escorregou e caiu. Ao se abaixar, M