O voo de Marcos partia poucas horas depois. Henrique o deixou no aeroporto com a mesma discrição e firmeza de sempre. Não houve discursos longos — apenas um abraço forte, silencioso, entre dois homens que sabiam que aquele momento não pedia palavras.
— Me avisa quando chegar. — disse Henrique, com um leve aperto no ombro dele.
— Pode deixar. — respondeu Marcos, a voz ainda rouca, o olhar cansado.
O portão de embarque se fechou atrás dele, e, pela primeira vez em horas, o silêncio envolveu Marco