O domingo amanheceu nublado, como se o céu refletisse o que se passava dentro daquela casa. Abigail não saiu do quarto. A porta permaneceu fechada desde a noite anterior, e nenhum som veio de lá desde o choro abafado que Luiza ouvira antes de dormir.
Marcos cruzava o corredor pela terceira vez só naquela manhã. Andava de um lado para o outro, inquieto, com as mãos nos bolsos do moletom e a testa franzida.
— Ela não saiu nem pra tomar café — comentou em voz baixa, parando diante da porta do quar