Tati
— Eu sei que foi errado, mas eu fiz porque eu tinha que sobreviver pelo meu filho. Se eu morresse, ele ia voltar para o pai dele. Eu não ia permitir isso…
— Eu chorei pelo caminho, mas sai com você mar adentro, desesperada e sem rota. Eu não sabia para onde eu estava indo no meio daquela escuridão, mas fiz o barco deles cortar o mar durante a noite até o dia amanhecer até Angra.
— Tive sorte que o mar não estava agitado. Não tinha nenhuma onda gigante, nem tubarão, baleia... Nada disso. Por sorte, consegui enfrentar o mar e segui até achar a costa.
— Pedi para Deus me guiar até um lugar seguro e eu cheguei em Angra. Não sei como, mas o barco me levou até próximo da costa e a gasolina acabou…
— Eu deixei você na bóia à própria sorte… Apenas fechei seu sangramento que já tinha coagulado e estancado sozinho. Acho que foi por causa da posição que vocês estava deitado que ajudou...
— Daí eu coloquei o colete que eu tinha pego dos homens que eu matei. Coloquei em