Marlon
Ouço pessoas chorando no fundo do telefone. Parece ser a voz de uma mulher e um homem. Acredito que seja os pais desse vacilão.
Sargento: Eu vou mandar eles recuar. Ninguém vai invadir seu morro..
Mãe do vacilão: Meu filho! Não, meu filho! Solta meu filho, pelo amor de Deus… Solta o meu filho, não mata ele, seu desgraçado… ( ela diz descontrolada, com a voz de choro)
Rafael — Não, mãe! Não chora. Não fica assim. Fui eu que escolhi tá aqui… Fica aí com o pai e não se envolve nisso…
Mãe dele: Não! Isso não pode tá acontecendo. Eu te falei que era perigoso. Eu te disse pra esquecer aquela mulher… Porque você foi fazer isso… Você acabou com a sua vida! Não precisava ser assim…
A voz dela saiu chiando no viva voz de forma irritante. Fico encarando o vacilão sem em comover e o viado começa a chorar, com lágrimas escorrendo no rosto. Puxo um sorriso de canto gostando.
Sargento: Deixa que eu resolvo, Branca. Eu já tomei a decisão que vai ser isso. Se não for ele morrendo, va