CAPÍTULO 17
GABRIELA NARRANDO
O Zoio foi comigo até o shopping.
Fui direto pra uma loja de celular e comprei um de último lançamento. Aproveitei e comprei um chip novo também.
Saindo de lá, chamei ele pra ir comigo até a praça de alimentação. Pedi um lanche pra mim e outro pra ele.
— Ei, Zoio, senta aí. Tu vai comer comigo. — falei.
— Que isso, patroa. Tô aqui a trabalho. — ele respondeu sério.
— Se tu não sentar, eu vou ficar brava. Anda logo. — insisti.
Ele riu meio sem graça e acabou sentando.
— Faz tempo que tu trabalha pro meu pai? — perguntei.
— Faz sim. Desde menor. Já tô com 25 anos. — respondeu.
— Que legal. — falei.
Nossos lanches chegaram e comemos tranquilos. Depois seguimos pro estacionamento.
— Ô, Zoio, preciso ir num outro lugar. Tu pode me levar? — perguntei.
— Claro, patroa. Só dizer onde. — respondeu.
Mostrei o caminho e paramos em frente à agência onde eu trabalhava.
Ele ficou do lado de fora e eu entrei.
— Bom dia. Queria falar com o Lucas. — falei pra recepcionis