Alejandro
Assim que estacionamos no pátio interno, notei o movimento. Diferente do galpão de Neto, onde o clima era de desleixo, aqui os homens pareciam alertas demais. Tensos demais.
No topo da escada metálica que dava para o escritório principal, um homem de ombros largos, jaqueta de couro gasta e cabelos grisalhos nos observava. Era El Lobo. Ele tentava manter uma postura imponente, mas a forma como limpava o suor da testa antes mesmo de descermos do carro entregava seu estado de espírito.