Rosario
Joana terminou de passar o café fresco e colocou a xícara fumegante na minha frente, mantendo uma postura formal. Eu dei a primeira colherada no arroz doce — que estava divino — e olhei para a governanta, indicando a banqueta ao meu lado com um aceno de cabeça.
— Senta, Joana. Vem me contar como é a rotina daqui da mansão — pedi, mantendo o tom calmo, mas firme.
Joana hesitou por um segundo, olhando de relance para a entrada da cozinha, como se temesse que alguém a flagrasse quebrand