Narrado por Giovani Ferreti
Inferno.
Essa foi a palavra que ela usou. O inferno.
Antonella, com os olhos marejados e a voz firme, me encarava como se cada letra que saísse da sua boca fosse uma sentença. Uma execução pública.
— Porque... eu jamais roubaria a felicidade da minha irmã. Você era o inferno pra mim... mas era o céu dela.
Fiquei parado. Imóvel.
Meu nome na boca dela sempre me soou como redenção, mas agora... parecia maldição.
Inferno.
As palavras dela me cortavam com a precisão de um